1 de julho de 2010

Seja Infeliz com a Carol-ol-ol

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Nem tudo na vida é mar de rosas. E então eu cheguei à conclusão que não são só sorrisos estampados na cara, frases bonitinhas, e crônicas empolgantes que se faz a humanidade! Eu ei de conquistar leitores depressivos também, por que não, né?
Afinal de contas, o mundo está cheio de pessoas más, falsas, cretinas, corruptas, cruéis, malucas, depressivas e psicopatas. Mais da metade da população trabalha muito e ganha pouco, as crianças são burras e serão futuros adultos ignorantes e o governo não faz nem 10% do que realmente deveria fazer para seu país (no caso estou falando do Brasil, claro.)
Você tenta estudar bastante para ser alguém na vida, enquanto uma moça loira que vai de vestido rosa curto pra faculdade fica de um dia pro outro siliconada, “bonita”, famosa e com certeza... com mais dinheiro do que eu e vocês, seus idiotas!
Nada de frases positivas como as de Ana Maria Braga, pois afinal de contas, ela fala várias coisas bonitinhas pro bando de pobres que assistem seu programa, mas seu salário milionário está em sua conta todos os meses e ela não tem que se preocupar com problemas rotineiros como os que a população tem.

Oh, vida cruel! Por que ei de ficar aqui nesse mundo sofrendo?

Pra finalizar meu post, deixarei um de meus poemas melancólicos para vocês, queridos. Podem chorar, chorem a vontade!

Pedaços


Alguns pedaços
De lembranças, de apego,
Vividos, nunca antes...
Tão vividos.



Alguns pedaços
De cartas, versos, poemas,
Lidos,escritos, nunca antes...
Tão vividos.


Alguns pedaços
De fotos, retratos, desenhos,
De passeios, dias, noites,
Nunca antes...
Tão vividos.

Alguns pedaços
De músicas, canções...
Ouvidas, cantadas, tocadas,
Nunca antes...
Tão vividas.

Alguns pedaços
Estilhados, no chão!
De dor, de angustia
Nunca antes...
Tão vividos.

Alguns pedaços
De saudades,
Beijos, abraços, momentos...
Nunca antes...
Tão perdidos.

Alguns pedaços
Do coração.
Amor, carinhos, afeto,
Nunca antes...
Tão partidos, mortos.



 Um beijo sabor lágrimas salgadas!





Licença Creative Commons
A obra Seja Feliz Com a Carol-ol-ol de Carolina Hanke foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não-Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Brasil.
Com base na obra disponível em carol-ol-ol.blogspot.com.

22 de junho de 2010

Tudo azuuuul ♪


Galerinha, antes de começar a minha linda história romântica, vou oferecer esse post pro @ViniciusGerico, que criou o banner que vocês devem ter observado no novo visual do blog. Palmas para ele! *-* E falando nele, vou contar uma história, que contei a ele, inclusive. Tudo começou quando eu fiz um único pedido: 
“Faça o título do blog com a cor Azul Fúnebre”.


Eu era  criança, tinha 10 anos quando descobri a cor azul fúnebre. Era uma daquelas caixas da Faber Castell com 24 cores. Nunca havia reparado naquele azul antes. Estava na quarta-série desenhando alguma coisa que não lembro quando me deparei com aquela cor maravilhosa! E então eu disse: - Esse azul é bonito! E todos olharam pra mim com cara estranha. Só eu achava aquele azul bonito. Ele era O VERDADEIRO azul. O azul blue! O Azul azulado verdadeiramente azul. Não era sem graça como o azul bebê, nem radiante como o azul marinho. Ele era o azul mais bonito desse mundo. Chega de azul cor de caneta Bic, ou de azul claro da cor do céu. Ele seria minha cor predileta dali pra frente. Nada de rosa cor de menininha. Nada lilás, nada de rosa pink! Eu era agora adepta ao azul. Azul moleque! Azul revoltada! Azul rebeldia? Mas até então, nessa época, eu o chamava de “verdadeiro azul”. Não havia um nome ainda pra ele. 
Eis que a Internet entrou na minha vida, e com ela veio o Orkut, e as comunidades. E com isso veio a Comunidade Totalmente Inútil, na qual frequentei assiduamente, diariamente por longos 4 anos. Ninguém no começo postava colorido. Eu na verdade nunca havia olhado os códigos de cores do Orkut. Mas um dia... Ah, um dia...
Um dia, veio a ideia de cada membro da comunidade ter a sua cor! Uns escolheram verde, outros preto mesmo, outros não quiseram cor alguma! E eu logo fui falando, esse azul é meu! De agora em diante, eu sou [navy]. Um belo dia disseram “esse azul é fúnebre”. Tentaram me ofender com isso, mas sabe que pra ofender Carolina Hanke você tem realmente que ser MUITO superior à mim. Então eu gostei do nome. Essa era a palavra perfeita para definir o meu azul perfeito. Ele é azul fúnebre, meu azul fúnebre. Foi dessa forma que nos conhecemos. Lindo, né?






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18 de junho de 2010

Sugestões, que nada!

- Olha amiga! Fiz uma caixinha de sugestões pra colocar aqui no nosso estabelecimento! Veja como ela ficou linda!
- Linda mesmo! Adorei!
- Onde podemos colocá-la?
- No balcão do caixa, assim fica bem visível!
- Mas aí vai ficar visível só pra quem comprar. Eu quero que nossos clientes coloquem muitas sugestões! Até mesmo aqueles que não compram!
- Então coloque ali na entrada!
- Pode ser.

Dois dias depois...

- Hum, vou ver se alguém colocou alguma sugestão na minha caixinha super chique que eu fiz!
- Faça isso.
- Ué... Não tem nada.
- Ah, calma, faz pouco tempo que colocou aí.
- Mas por que ninguém sugeriu nada?!
- Avise os clientes que agora temos uma caixa de sugestões.
- Boa ideia!

- Olá, tudo bem? Precisa de ajuda?
- Obrigada, só estou olhando.
- Qualquer coisa você pode deixar uma sugestão na nossa caixinha de sugestões.
- Ah, ok.
- Pode colocar elogios também, ta?!
- Sim.
- Sugestões, elogios... críticas também.
- Aham.

[...]

- Oi senhor! Você viu que agora temos uma caixinha de sugestões aqui? Você pode colocar sugestões, elogios... críticas.
- Não tinha visto.
- Ah, mas agora você acaba de saber!
- Certo.

Duas semanas depois...

- Ah, não acredito!
- O que foi?
- NINGUÉM colocou nada na caixinha de sugestões! Como pode? Que povo sem graça.
- Calma, pra que o desespero?
- Ah, deu trabalho fazer, sabia? Foram dias de trabalho ardo! Quero sugestões! E elogios também!

Três meses depois...

- Ninguém pôs nada na caixinha...
- Ai, pra que se preocupar com isso, menina?!
- Porque eu queria que usassem minha caixa!!!
- Vão usar, tenha paciência!

Uma semana depois...

- AH!
- O quê?!
- Deixaram uma sugestão!
- Abre, abre!!!
- Ai, vamos ver.
- Leia em voz alta!
- Ta, vamos lá! “Achei que os preços daqui estão meio caros em relação há outros lugares. Também achei que falta um ventilador aqui e que as atendentes são muito repetitivas”.

Silêncio...

- Odiei!
- Ah, querendo ou não, foi uma sugestão.
- Não! Foi uma crítica! CRÍTICA!
- Ué, mas não era isso que você queria?
- NÃO! Eu queria elogios e sugestões. Não criticas! Jogue essa caixa fora. Não quero mais sugestões.





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5 de junho de 2010

O Homem e o Louco

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O homem entrou e sentou no ônibus e ao seu lado havia um outro rapaz. Ele começou a puxar assunto. Droga, hein? Esse povo que puxa assunto do nada no ônibus - ele pensou.
Mas é que de repente, aquele assunto não lhe parecia coerente. O homem ali falava de coisas sem sentidos.
- E eu vou lá pra Marte visitar os Marcianos. – Ele dizia, com tanta convicção que parecia até mesmo real. Por um instante daria pra acreditar na viagem dele para Marte. Eis que ele, achando graça e percebendo que aquele homem era totalmente insano, deu corda, perguntando:
- Como que você vai pra Marte, cara?
- Você não sabe?!
- Não. Como?
- Eu vou amarrar uma corda no meu carro e com a outra ponta no avião. Quando o avião decolar, meu carro vai junto.
- Nossa, até que sua ideia é boa mesmo. – Ele caçoou do louco.
- Ah, cara! Você acreditou mesmo que eu faria isso? – Ele perguntou, rindo e debochando.
O homem não disse nada, esperou ele completar. E o louco finalizou:
- Óbvio que eu pegarei uma nave espacial até lá, né!





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