11 de outubro de 2012

Vamos falar sobre sexo!


Me disseram que se eu falasse de sexo aqui no blog o número de leitores iria aumentar. Nada de borboletas no estômago ou posts falando de giárdias! Nada de posts fofinhos ou sobre o “Bonitão da Faculdade”. Eu deveria dar dicas de sexo picante, assim como a Bruna Surfistinha, e então teria milhões e milhões de acesso, ficaria famosa, publicaria um livro contando da minha vida (oi?), e teria um programa de televisão igual o antigo “Ponto P”, apresentado pela Penélope na MTV. Sim, eu na MTV falando sobre sexo. Seria isso que aconteceria, segundo o Jan e a Mari Foca.

Seria uma nova era no blog, uma transformação inesperada que atrairia não só os antigos leitores como novos! Um novo planejamento estratégico de vida visionário. 


É.

Silêncio.


Essa é a parte que se ouvem os grilos. Você está pensando “cadê a parte picante desta história?”. Você redireciona seu olhar para o canto superior direito do blog e visualiza minha foto, mostrando a língua. Você pensa “Isso não é sexy, a Carol tá fazendo eu perder tempo aqui.”  Você ainda está esperando algo surpreendente acontecer.
Suponhamos que agora, eu esteja num programa de TV que fale sobre sexo. Estou sentada de indiozinho com almofadas vermelhas no chão. O nome poderia ser algo como “Sexo-ol-ol”. Imagine se acontecesse como na minha última apresentação de trabalho que eu tive na faculdade – uma apresentação catastrófica na qual parecia que eu estava bêbada. Eu estaria com o rosto vermelho (quase roxo) e gaguejaria na primeira ligação:

Programa Ao Vivo.

- Oi? Já está no ar?! Ah sim, eu tenho que começar... Então vamos... vamos... É... O que eu tenho que dizer mesmo? Ah sim! A ligação... Ou é o e-mail? Não! É a ligação! Alô, quem fala? Ops, espera! Antes eu tenho que falar dessa marca de calcinha, né? – E começaria a rir de nervoso – HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA. Ok. 

Silêncio.

Eu pego minha ficha, enquanto o programa continua no ar.

- Espere... estou nervosa diretor! HAHAHAHAHAHAHAHA Ai... Vejamos... “Calcinhas vermelhas são muito codecs!” Ops, errei! “Calcinhas vermelhas são muito containers!” Ops, não é isso... Desculpa produção, posso começar de novo? 

Ops, misturei este post que era pra falar de sexo com a matéria de redes de computação da faculdade. 

ESQUEÇAM ESSA IDEIA, OK!!!







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7 de setembro de 2012

As mil e uma falácias do Sr. Falácia

O Sr. Falácia era um homem bonito e inteligente. Ele era descendente da evolução dos primatas, conhecidos hoje como homo sapiens sapiens (demens?), e sua categoria dentro desta cadeia era macho.
A palavra macho é a referência, dentro das espécies do mundo animal, indicada para sabermos via seu órgão reprodutor, a diferença de uma espécie para outra. Logo, macho são todos aqueles que não são fêmeas. A palavra macho, como conhecemos hoje, vem do latin greco-romano(?): machus cretinus
Etimologicamente falando, machus significa “aquele que machuca” ou ainda, “peça de dobradiça que se encaixa na outra” e cretinus significa “indivíduo com retardo mental e deformado” 
O Sr. Falácia andava e vivia por aí, nesse mundo de diversidades, cometendo sempre suas mil e uma falácias sem se sentir culpado.
Falácia é derivada do verbo Fallere (enganar). Um sujeito Fallax é um “ardiloso, enganador, falaz”.  A falácia, ao ser cometida, pode ou não ser aceita pela pessoa que recebe. Varia de pessoa para pessoa acreditar ou não na falácia escutada.

As falácias que o Sr. Falácia usava com frequência por aí, eram comuns e patéticas, mas ainda sim, eficientes:

Falácia número Um/1/One: Não vi sua mensagem no facebook ontem, pois já estava dormindo. (Mas o facebook mostra que a vizualização foi feita às 22:18) 

Falácia número Dois/2/Two: Não estou online pelo computador, por isso não posso falar agora. (enviada via web)

Falácia número Três/3/Three: Quê? Oi? Não to te ouvindo... ligação tá ruim... 
Tu, tu, tu...

Falácia número Quatro/4/Four: Não estou mais namorando com ela. Mas só posso te ver de 2° a 5°feira.

Falácia número Cinco/5/Five: (Top Five!) Preciso salvar as pessoas necessitadas na África! Até te amo, mas tenho uma MISSÃO DE VIDAAAAAAAAAAAAAAAAAAAaaaaaaaaaaaaaaaa!!!

Falácia número seis/6/six: O cunhado do padrasto do vizinho da melhor amiga da minha irmã faleceu e eu terei que ir ao enterro, estou muito triste com isso.

Assim seguia a vida do Sr. Falácia e suas falácias... Era uma vida até emocionante, pois ele acreditava na adrenalina de não ser descoberto.
O quê? Vocês não pensaram que eu iria escrever mil e uma falácias, né?
Foi jogo de marketing para atrair leitores. Pois ao contrário do Sr. Falácia, eu prezo pela verdade!  










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20 de agosto de 2012

Síndrome da Perseguição

- Entrou uma funcionária nova onde trabalho. Não gostei dela. Sabe? Ela não me cheira bem. Tem cara de vaca falsa. Do tipo perigosa. 
- Credo. Como assim? 
- Ué. Ela é perigosa, eu sinto isso. 
- Bobagem... Quem vê cara não vê coração... 
- Ah, questão de empatia. Não gosto do jeito que ela sorri para mim. Acho que ela quer roubar meu cargo. 
- Roubar seu cargo? Ela é do mesmo departamento que o seu? 
- Não. 
- Então porque iria querer roubar seu cargo? 
- Justamente. Ela não é do meu departamento, MAS GOSTARIA de ser. Acho que desvendei a façanha dela. 
- Que loucura! Já conversou com a moça para chegar a essa conclusão? 
- Claro que não! Aquela carinha de anjo dela não me engana. Ela não conseguirá ser minha “amiguinha”. Sem aproximações. 
- Sua maluca! 
- Maluca, é? Aquela garota é perigosa, to dizendo. E acho que ela não gosta de mim também. 
- Bem, se você fizer essa cara que está fazendo agora, provavelmente ela não irá gostar de você. Vai pensar “Acho que essa menina não gosta de mim”. 
- Sabe o que ela fez um dia? Estava na minha frente, entrou e não segurou a porta para mim. Ela é desse tipo. 
- Ela viu você atrás dela? 
- Deve ter visto, quem não veria?! 
- Desencana disso. 
- Se pá ela dá pro chefe só pra subir de cargo. 
- Quem é o chefe dela? 
- Na verdade é uma chefe. Uma mulher. 
- E então...? 
- Ué... Quem é que pode saber, vai que ela gosta de mulher. A lei pode se aplicar para chefes mulheres também. 
- Às vezes ela é uma pessoa legal e você nem sabe... Como ela se chama? 
- Eu sei lá! 
- Não sabe como ela se chama? 
- Não. Sabe? Vi um dia ela dando em cima do moço que trabalha lá, CASADO. Que sem vergonha ela é! 
- É mesmo? Deu em cima? 
- Eu vejo tudo. Vi o jeitinho que ela fala com ele, jogando os peitos pra cima dele. 
- Eu heim. 
- Eu é que não me aproximo dessa mulherzinha! Já pensou ela dando em cima do meu namorado? 
- Namorado? Mas você não tem namorado... 
- Iii! É mesmo. 
- Tem certeza que essa mulher existe?

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5 de agosto de 2012

O Planejamento Estratégico de Vida de Daniela Cotrim

“...Escreve um pra mim? Quero um apartamento...”

Tudo começou quando a Fabiana acordou morta. Quer dizer, vou explicar: Ela acordou e levantou o pescoço, de mal jeito. E de repente sentiu uma dor terrível “uma dor bizarra!”. A cabeça começou a queimar e ela pensou “Estou morrendo! Vou morrer sozinha nesse quarto. Quebrei o pescoço. Vou morrer”. Enquanto ela agonizava na cama, sozinha, sem virar o pescoço, o mundo continuava a girar. As pessoas nasciam e morriam, dormiam e acordavam, riam e choravam, as plantas faziam fotossíntese, e assim por diante.  
Daniela chegou ao local de trabalho e percebeu que a Fabiana não havia chego.  E então viu uma sms em seu celular que dizia “Morri.-  De Fabiana Quin. às 07:30h”
Desesperadamente, Dani sai correndo para a casa de Fabi. “Que bizarro tudo isso, ela escreveu que morreu, como assim?”.  Dando uma voadora na porta e arrombando, Daniela invade a casa e encontra Fabiana no quarto com o pescoço torcido em 360°.

- Fabi, Fabi, fale comigo!

Mas ela não respondia nada.

- Acho que ela morreu mesmo! – Disse para si mesmo, espantada, chocada, traumatizada.

A parte surpreendente desta história é que Daniela Cotrim tem uma ideia muito maquiavélica. Querendo um apartamento para morar, resolve ocultar o que aconteceu com Fabi, deixando seu corpo na cama, sem mexer – para não deixar impressão digital. E passa a viver lá, por dias.

- O que aconteceu com a Fabiana? – Todos perguntam.
- Eu não tenho ideia. – Responde Dani, na maior cara de pau!

Obviamente, a mentira não duraria por muito tempo, até os familiares de Fabiana perceber seu sumiço. Mas antes que isso pudesse acontecer, Dani deita ao lado de Fabi, na cama, para assistir o Classicos da TV Cultura, quando de repente Fabiana desvira seu pescoço e diz:

- Ai, voltei. Que bizarro! Pensei que ia morrer...
- VOCÊ NÃO MORREU? – Arregala os olhos, assustada!

Na verdade, não. Ela só teve um mal jeito que a deixou em estado de choque e sem poder se mexer e comunicar-se por longos 8 dias.
Eu sei, eu sei. Quer dizer então que ela fica sem um apartamento e ainda perde o emprego por ter feito essa coisa horrorosa com sua querida chefe? (Todos ficaram chocados com a atitude de Dani, ninguém esperava isso.) Mas eu ainda não terminei.  Nos dias que se passaram na casa de Fabi, Dani achou em uma gaveta um pequeno papel com 6 números aleatórios (eram os  números que o signo de Fabiana indicou para o ano de 2012). E então Dani pensou: “Vou jogar na Mega Sena”. E ganhou. (simples assim!). Descobrindo a tamanha façanha, entra em acordo com  Fabi “Se você não me denunciar para a polícia te dou metade do dinheiro.”
E é então que as duas ficam ricas e Dani compra sua cobertura com piscina, hidromassagem e beija-flores que aparecem todo amanhecer em sua janela.







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