25 de fevereiro de 2013

CRISE - O Nome do meu Blog é RIDÍCULO!


Que diabos! Onde eu estava com a cabeça de colocar o nome do blog de “Seja Feliz com a Carol-ol-ol”? É tão brega! Idiota. Retardado. Besta, bobo.
E vocês? Por que ninguém me avisou o quão ridículo é? Que tipo de amigos vocês são? Seus traíras, covardes! 

Que pretensão da minha parte dizer que as pessoas serão felizes comigo! Logo eu! Que mal consigo fazer um cãozinho abanar o rabo pra mim! 
Mas depois de tanto tempo, como poderei alterar o título já conhecido? Já pensou se a Rede Globo mudasse repentinamente o nome da emissora? Assim não dá, assim não pode. 
Como se meu blog fosse famoso como a Rede Globo... 

Enfim, foi só uma comparação. Vocês entenderam, né! Parem de complicar as coisas!
O QUÊ? Estão dizendo QUE EU É QUEM ESTOU COMPLICANDO as coisas? Eu? Olhem lá como falam comigo!  E SE QUEREM SABER... Por que não poderia comparar o blog com a Rede Globo, hein? Ora essa. 
Olhem pra mim, sou super Diva, inteligente, competente. Tenho a cara da riqueza.  Eu posso muito bem comparar as coisas com a Rede Globo! SEUS INVEJOSOS!


Mas “Seja Feliz com a Carol-ol-ol” está me matando... Poderia ser “O Absurdo Mundo de Carol-ol-ol” ou... “Seja Bem Vindo a Carol-ol-ol-Lãndia”.
Que droga! Não consigo criar nomes pequenos! Algo pequeno e impactante...
Ah, talvez seja porque eu pense GRANDE! É, taí. Tá explicado. Eu penso grande, penso alto. 
Tanto é que escrevo coisas enormes! Tá vendo, só? Eu penso alto. Tenho dentro do meu consciente uma vontade louca pela grandeza! Ah, tenho tudo para me dar bem na vida. 
Quem é que precisa de analista se eu mesma já consigo me autoanalisar? (puxa, essa palavra sem hífen fica estranha!)

Nada de frases impactantes provenientes de profundas reflexões! O negócio é ficar falando, falando, escrevendo, falando, escrevendo, sem parar, tudo que vier na cabeça!
Mas que diacho... Como alguém poderia ser feliz assim? Ah, to em crise. O nome deste blog não faz o menor sentido. Deveria ser “Canse de ler coisas da Carol-ol-ol”. 

Ah, droga!  Deveria ter pensado com mais cautela quando criei isso aqui... De qualquer forma, minha vida sempre foi muita irônica com questões de nomes... SE É QUE VOCÊS me entendem. Quando eu tiver um cachorro pensarei bem antes de colocar o nome dele. Digo cachorro porque não terei filhos, vocês sabem. É igual tatuagem, uma vez que tá escolhido, é pra sempre! Não tem essa de se arrepender. E taí. Escolhi esse título broxante e é com ele que viverei pra sempre!

E QUER SABER? O blog é meu e eu ponho o título que eu bem entender! Quem não gostar que não leia, oras. 





Veja também: Monólogo da Crise Existencial





Licença Creative Commons
A obra Seja Feliz Com a Carol-ol-ol de Carolina Hanke foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não-Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Brasil.
Com base na obra disponível em carol-ol-ol.blogspot.com.

7 de fevereiro de 2013

Efeito Dominó


Tudo começou quando eu fui mentir pro Alan, contando que estava grávida. Mas foi em vão, ele não acreditou em mim. Ainda me zoou, do tipo “você? Paranoica do jeito que é... ahaaam!”. 

É nessas horas que percebemos quem nos conhece verdadeiramente, hahaha! 

Acontece que mesmo depois, continuamos conversando sobre minha pseudo gravidez. Ele dizia que a culpa toda era minha e que deveria arcar com as consequências! Como assim? Me diz!!! Culpa de ambas as partes!!! E eu faria da vida do pai desta criança um tremendo INFERNO! Por que inferno, Carol? Por quê? Ele dizia apontando o dedo em minha cara e dizendo que eu era a culpada! Isso tudo seria para eu aprender como minha vida é boa e eu não sei! 
Quer dizer, que fique bem claro, não que um bebê fosse ruim. Mas é que isso atrapalharia meu plano estratégico de ser rica, diva, linda e loira. Eu sei, eu sei, sou tudo isso, menos rica... Mas o rica é o mais importante, modéstia a parte. 

Eu me defendi, claro. Não poderia deixar a calúnia por menos! Foi tudo culpa da paixão. Ah, a paixão. Ela é a culpada. Mas isso também não está no planejamento estratégico de ser rica, dizia ele. Pois Alan Alves Almeida Pereira Pablo Picasso acredita que quando eu ficar finalmente rica, ele verá frutos disso e se beneficiará. Já possuo amigos interesseiros sem nem ter um tustão furado!!! 

A grande questão desta tese desenvolvida é o efeito dominó: 

Consiste em uma sequência de fatores estabelecidos e, portanto, não mudados, que acontecem. 

Carol se apaixona, Carol fica feliz. Carol feliz, Carol fica distraída. Carol distraída, não paga boletos. Se Carol não paga boletos, Carol paga multa. Carol pagando multa, perde dinheiro. Perdendo dinheiro, Carol fica estressada. Carol estressada, afeta o trabalho e os estudos. Afetando o trabalho e os estudos, afeta seu psicológico (que ainda está feliz). Aí o filho de uma puta magoa Carol. Carol magoada fica triste. Carol triste, não vai ao trabalho. Carol não indo no trabalho, Carol perde o emprego. Carol perdendo o emprego, compromete seu futuro promissor e profissional. 
Carol não fica rica. 

OI??? Gente, confesso. Não sabia o que escrever aqui.


Alan, eu não consigo mais escrever no meu blog. Me ajuda?

Ajudar como?

Ah vc podia me dar alguma ideia do que escrever

Você podia escrever sobre escrever.

Não posso escrever sobre escrever, isso não vai ficar feliz
Quero escrever algo feliz e louco
Mas não consigo

Sobre algo feliz?
Escreva sobre não estar gravida.
É, acho que não consigo te ajudar com essa.






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A obra Seja Feliz Com a Carol-ol-ol de Carolina Hanke foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não-Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Brasil.
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15 de janeiro de 2013

Eu sou a mosca que pousou na sua sopa!


Eu sou a mosca que pousou na sua sopa!

Eu sou a mosca que pintou pra lhe abusar.

 Estou vagando por aqui, enquanto a Carol-ol-ol-ol-ol não volta da Carol-ol-ol-ol-Lãndia, deixando o blog às moscas. 

Uma mosca, é uma sub-ordem de insetos dípteros, que inclui a maior parte dos animais conhecidos genericamente como "moscas". 
“As moscas estão onde o povo está. Elas marcam presença tanto em áreas urbanas quanto rurais. São ativas durante o dia e dormem à noite e adoram ambientes sujos, onde exista matéria orgânica em decomposição (lixo, esgoto, aterros sanitários etc.). Como vivem na imundície, as moscas levam sujeira para todo lugar - quando pousam nos alimentos, podem contaminá-los com bactérias e outros microorganismos patogênicos, propagando doenças como diarréia, cólera ou febre tifóide.” 

Tomei a liberdade de zumbiazibar (?) por aqui enquanto ela, a Carol, não se lembra de atualizar a página. Porque, assim como todas as moscas, tenho a função aqui na Terra de tomar posse de coisas largadas ou aparentemente sem dono. 
Vocês ficam aí preocupados com ataques de bandidos durante a noite, e enquanto isso, diversas bactérias podem nesse exato momento estar tomando posse do seu corpo nu, causando-lhe diarréias. Ou fecundando ovinhos parasatisas em você. Não estou querendo colocar pânico em ninguém.

Também gostaria de aproveitar o momento e dizer que estou a procura de uma mosca do sexo masculino para fecundar meus ovos e assim, espalhar mais moscas por aqui.  E ainda digo mais: quero moscas com asas resistentes e patinhas bem definidas, pois não sou uma mosca qualquer. Sou, a cima de tudo, uma mosca de família, apesar de não parecer devido a minha aparência. Então, se você pensa que vou me contentar com qualquer mosquitinho mequetrefe, estás enganado! Nada de moscas varegeiras – aquelas verdes/azuis horrorosas e gordas. Quero uma mosca que, ao posar na sopa de letrinhas, traga-me as letras e forme frases românticas como “minha formosa mosca, minha mosquitinha, nadaremos esgoto à fora, a procura de uma vaca morta”, entre outros. Logo, portanto, quero uma mosca alfabetizada e inteligente. 

Estou aqui competindo com as borboletas no estômago que voam em alguns posts antigos daqui. Elas estão enciumadas porque disseram que valhem mais do eu. “Borboleta no estômago” é como uma flor roxa que só nasce no coração dos trouxas! 

Gostei dessa parada de rimar. Acho que sou uma mosca rimadora, que assim como cantora, posso também ser apresentadora. 

E se você prefere a Carol escrevendo, saiba que culpa alguma eu tenho. Uma vez que foi namorar, ela perdeu seu lugar.

Mas Carol não namora, ela é encalhada, de tanto ser rejeitada acabou desinteressada!

Eu sei, parei. Não vou mais zoá-la, que culpa ela tem, se sua cara é engraçada? 

Agora vou embora, embora logo agora! Se a Carol se revoltar, ela pode me esmagar, e meus ovinhos abortar!    






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2 de janeiro de 2013

Vamos para Praia!


O tema agora é a praia. Sei que boa parte das pessoas gostam desse ambiente. Algumas podem preferir o mato, mas gostam da praia. Gostam de ficar feito bife à milanesa, com o cabelo duro e grudento que o sal marítimo paira sobre nós. Sim, vamos para praia beber e beber sem ter a sensação que estamos bêbados. Vamos esquecer o protetor solar e ficarmos vermelhos feito camarão. Vamos inclusive, comer o camarão e descobrir que temos alergia. Vamos sem querer beber água do mar e pegar virose! Pisar na conchinha pontiaguda e furar o pé. Tudo bem, está tudo bem. Isso são fatos isolados que não importam. 


Ahh... A praia... Você esta há três anos sem ir à praia...

Mas agora você vai!!! É sol, é água de coco! É picolé de uva, de uva! Eu adoro picolé de uva. Não é de limão, nem de morango e sim de uva! Mas aí o sabor do picolé é você quem define.
Coloque o isopor no carro, as cervejas, os fandangos e o frango assado que eu quero é farofar! – Pensa alguém -  não eu. Porque eu não farofo na praia. 
Mas o sol não é amigo. O sol não compareceu. Ele só cumpre o seu cargo de soltar raios ultravioletas quando você está em São Paulo, indo trabalhar, grudento, suado no ônibus, e aquele leve aroma de cecê com perfume. 
Ah o SOL!
O sol foi ver a lua...
Você, anos e anos esperando por esse momento. Você acorda, coloca seu biquíni e sua saída de banho bem verãozão e vai tomar seu café da amanhã.
O quê? Não, que nada! Embora os meteorologistas tenham dito que hoje estaria nublado e chovendo, o sol vai sair. Os meteorologistas não sabem de nada.
E lá vamos nós para praia felizes. Cabelos ao vento congelante. Seus dentes batem, mas você sorri como se nada estivesse acontecendo.
Seu guarda-sol sai voando, e os pelos do seu braço já se arrepiam. Esse ventinho bobo não me intimida. Na verdade esse ventinho é tão bobo, que não intimida nem eu e nem aquelas outras pessoas que estão ali também. Inclusive essas pessoas até sorriem para mim de volta. Vamos logo pegar a cerveja pra esquentar! As crianças brincam na areia. Parece que aquela nuvem gigante negra está indo embora. Isso é que ter energias positivas, é o que eu sempre digo. Você ouve um barulho muito parecido com um trovão, mas coloca a culpa no seu tio gordo:


- Pô tio, pare com isso!

Até que o solzinho aparece. Lá de longe, bem tímido. Pronto, que alegria! Eu sempre soube que o sol apareceria. Ele jamais me deixaria na mão. É hora de ir pro mar! Você coloca seu pezinho na água. Gelada? Que nada, está uma delicia! Venha você também. Quando a onda bate na bunda então, opa! Só deu um friozinho porque o corpo não está acostumado, logo, logo se acostuma. Você até gosta disso. E não é que apareceu mais pessoas na praia? Ta vendo só? É um dia bem feliz. 
Nem pensar em voltar pra casa para almoçar, o legal da praia é comer aquele pastel de 1,00 do tiozinho ali. Mas o seu filho quer aquela lagosta cara que ele nem sabe se é gostoso. 
Até que chega meio dia, e o sol vem com mais força. A praia lota mais um pouco. Você esquece que mesmo o sol estando fraco, ele queima. E fica com a marca do óculos no rosto. Ah, é para mostrar para todo mundo que eu fui para praia. 
Agora parece que o tempo está virando, não sei, será? Acho que não, acho que foi o tio gordo de novo. E esses pingos? Do céu? Não, é do mar, claro! Ta com mais força, mas eu ainda acho que é do mar. Ah, é chuva? Então vamos esperar embaixo do guarda sol. Pronto, venha para o aconchego que já, já a chuva passa. 
Aí você vai embora da praia, tira várias fotos legais. Bonitas, embaixo da árvore, no mar, na areia. Foi legal vai... Tinha um pouco de vento, mas estava de boa... 
Fazia tanto tempo que não ia pra praia... Sempre vale a pena...
Segunda feira você volta a trabalhar. Regata, calça jeans e um sapato. Você soa, as pessoas soam... Que calor insuportável faz hoje! Trinta e um graus. 


Publicado no Recanto das Letras em 16/05/2009 








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